Ancilostomíase
Ancilostomíase / Biologia

Os ancilostomídeos são vermes pequenos (0.6-1.5 cm de comprimento), que, como os ascarídeos, localizam-se no intestino delgado do cão e do gato onde as fêmeas põem ovos de morfologia típica (figura 16) que são expelidos com as fezes dos animais afectados.

Têm um desenvolvimento muito rápido no meio ambiente, formando-se, após o embrionamento, larvas do primeiro estádio que evoluem até L2 e L3 em, aproximadamente, 7-10 dias (em condições óptimas de humidade e temperatura).

Os cães e os gatos adquirem a infecção quando as larvas L3 (infectantes) atravessam a barreira da placenta (transmissão vertical), por via oral (ingestão de matéria orgânica e restos fecais de outros animais infectados, do leite proveniente de uma fêmea parasitada durante a lactação) ou através da pele (via cutânea).

A infecção através do leite é a mais importante (25%) podendo começar a provocar a morte a ninhadas por parasitose, mesmo que a mãe não apresente nenhum sintoma.

Em animais adultos que já tiveram infecções, assim como ocorre na toxocarose, as larvas infectantes que penetram pela pele ou pela via oral fazem uma migração somática e podem permanecer inibidas na musculatura durante largos períodos de tempo, até a sua posterior mobilização perante situações de imunocompromisso (stress, gestação, lactação, etc..).


Figura 16: Ovo de ancilostomídeo

Figura 17: Adultos de ancilostomídeo no intestino delgado

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Ancilostomíase

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Larva migrans cutânea

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