Estrongiloidose
Estrongiloidose canina / Biologia

Existem poucos dados de prevalência e a maioria dos estudos foram feitos em países em vias de desenvolvimento, mas estes oscilam entre os 6 e o 26%.

Os parasitas do género Strongyloides têm uma peculiariedade em relação a outros nemátodos, que é a sua dualidade biológica. Podem apresentar gerações de vida livre e outras de vida parasitária. Supõe-se que a passagem da geração de vida livre à vida parasitária e vice-versa depende, principalmente, das condições ambientais e da presença de hospedeiros adequados, ainda que se deconheçam outras possíveis causas.

Os machos e as fêmeas da vida livre são pequenos (0.7 mm), já as fêmeas de vida parasitária chegam a medir entre 2 a 2.5 mm de comprimento (figura 21).

As fêmeas parasitárias vivem no intestino delgado dos cães, e de outras espécies domésticas, onde depositam os ovos que eclodem no lúmen intestinal e as larvas de primeiro estádio saiem com as fezes dos cães doentes.

Figuras 21 e 22: Adultos e larva de Strongyloides Stercoralis.


A penetração no hospedeiro das larvas L3 pode ser activa pela pele ou passiva pela ingestão. Desde a penetração no hospedeiro até ao desenvolvimento em fêmeas adultas e à presença de larvas de primeiro estágio nas fezes decorrem tão somente, 5 a 7 dias.

A infecção pré-natal não se pôde demonstrar no exemplo de S. stercoralis. Não obstante, assim como nas outras espécies, no cão produz-se infecção através do leite, transmissão lactogénica de grande importância epidemióloga.

Em determinados casos, ocorre a migração para outros órgãos, principalmente para o sistema nervoso central, onde não se completa o desenvolvimento mas provoca lesões importantes. Este tipo de estrongiloidose é raro no cão mas frequente no homem, que geralmente apresenta estrongiloidose dessiminada (cérebro, pulmão e fígado, principalmente).

Ciclo biológico >>

Estrongiloidose canina

-   Descrição
  Biologia
-   Epidemiologia
-   Quadro clínico
-   Diagnóstico
-   Tratamento


Estrongiloidose humana

-   Descrição
-   Epidemiologia
-   Quadro clínico
-   Diagnóstico
-   Tratamento