Clostrídeos

Clostrídeos
Os Clostrídeos são bactérias que apenas vivem na ausência de oxigénio. Podem ser encontrados em qualquer parte do globo. Podem formar esporos que são resistentes a temperaturas de 100ºC e a desinfectantes. Algumas espécies de Clostrídeos produzem algumas das mais potentes toxinas biológicas existentes (botulínica, tétano). Outras espécies provocam doenças como o carbúnculo sintomático (Clostridium chauvoi); diarreias por clostrídeos; etc); infecções de feridas (gangrena gasosa) e inflamação do úbere.

Carbúnculo Sintomático
O Carbúnculo Sintomático é uma infecção regional, transmitida através do solo. Os ruminantes ingerem o agente patogénico com fragmentos de terra quando pastam em locais com erva curta durante o verão. Os músculos do pescoço e garupa incham rapidamente ficando enfisematosas e “crocantes”, sendo perceptíveis estalidos ao tocar nas zonas do inchaço.

A temperatura corporal sobe para os 42ºC e os animais acabam por morrer em menos de 1 dia. Os terrenos infectados são conhecidos como “campos malditos”. Estão no mercado disponíveis vacinas contra o C lostridium chauvoi.

Diarreias por Clostrídeos
Esta é uma infecção que afecta bovinos, provocada por várias espécies de Clostrídeos, tendo um curso clínico muito curto. Mesmo animais sem sintomas ao princípio da noite podem morrer durante a noite. Por vezes é perceptível alguma inquietação dos animais, sem febre mas com diarreia e cólicas.

As fezes são esverdeadas, os animais andam sem direcção, deambulando pelo espaço disponível. A mortalidade das diarreias por clostrídeos é alta. Em pastos ou estábulos de risco elevado, pode ser utilizada uma vacina tanto em ovinos como em bovinos.

Tétano
O tétano é uma infecção de rápido curso, no seguimento de uma infecção local de uma ferida por esporos de Clostridium tetani. Os ruminantes são menos sensíveis ao tétano comparativamente aos Humanos ou aos equinos. É possível encontrar antitoxinas no sangue de alguns bovinos, contudo, mesmo assim podem adoecer.

As portas de entrada mais frequentes são as infecções do cordão umbilical no recém-nascido, incisões de castração, cortes de cascos, incisões vaginais durante o parto e feridas provocadas por vedações.

A doença começa por rigidez muscular da cabeça à cauda. Os animais demonstram dificuldades em mastigar e em deglutir. Todos os músculos ficam rígidos e duros, os animais demonstram agitação e a temperatura corporal aumenta para os 42-43ºC pouco antes da morte.

A melhor forma de prevenção é a vacinação, que apesar de dispendiosa é eficaz. Para protecção após lesão, especialmente em caso de lesões profundas e muito contaminadas, está disponível um soro anti toxina tetânica.