Piolhos

Infestação de piolhos em Ruminantes

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Damalinia bovis (pêlo de ruminantes)

Nos ruminantes, os piolhos sugadores e mastigadores desempenham um papel importante enquanto “agentes espoliadores de Inverno”, uma vez que é nesta altura que encontram melhores condições para a sua reprodução nos pêlos dos bovinos. Nos suínos não se assiste a esta sazonalidade no que respeita as infestações por piolhos.

A irritação provocada por estes ectoparasitas conduz a inquietação nos animais do grupo e a uma diminuição nos ganhos de peso, ainda que recuperáveis após tratamento

Um único tratamento no Outono é suficiente para controlar estes ectoparasitas por 6 a 12 meses.


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Damalinia bovis

Infestação de piolhos em Ovinos

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Piolho Malófago dos ovinos

Juntamente com os ácaros da sarna, os piolhos sugadores (malófagos) e mordedores são importantes espoliadores dos pequenos ruminantes.
A Damalinia ovis é um piolho mordedor com 1.5- 1.7 mm de comprimento e que vive na lã perto da pele, provocando irritação pela sua grande actividade.

As ovelhas mordem-se a si próprias e coçam-se nas vedações e árvores provocando estragos na lã. A perda de lâ e o espessamento de pele inflamada podem ser confundidos com a sarna.
 
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Danos provocados por piolhos mordedores

O diagnóstico diferencial pode ser realizado por demonstração dos piolhos mordedores em grande quantidade nos pedaços de lã que caem da ovelha. Os ovos colocados pelas fêmeas adultas eclodem em 7-12 dias, durando o ciclo de vida 3 a 4 semanas.

O Melophagus ovinus não possui asas e é um parasita sugador de sangue que não muda de local no hospedeiro. As fêmeas vivem até 4 meses e produzem 12 a 15 larvas por viviparidade. As larvas pupam no primeiro dia do ciclo de vida por 19 a 36 dias, dependendo da temperatura ambiente. 3 a 4 dias após a eclosão, a fêmea está pronta a acasalar, podendo produzir a sua primeira larva ao 14º dia de vida. Uma vez que o malófago suga o sangue no mesmo local por um longo período de tempo, uma infestação conduz não só a uma irritação e suas consequências, como a lesões directas da pele do ovino.

Um único tratamento no Outono, preferencialmente num tanque de imersão, é suficiente para controlar estes ectoparasitas por 6 a 12 meses.