Síndroma Respiratória Bovina
Dispneia
Os agentes primários são o Parainfluenzavírus 3 (PI-3), o Adenovirus,
o REO vírus, Rhinovirus, o Coronavírus, o ECBO vírus, (BRSV, BVD/MD) e os agentes secundários são aPasteurella hemolytica e multocida, Micoplasmas, Clamídias, Estafilococus,
Haemophilus somnus,
Actinomyces pyogenes, entre outros.
Etiologia
A Síndroma Respiratória Bovina, ou Complexo Respiratório Bovino, tem
etiologia multifactorial, sendo consequência de um conjunto de factores ambientais, agentes
patogénicos e factores inerentes ao hospedeiro. Os factores ambientais (sobrepopulação, ventilação
inadequada, transporte, alterações na alimentação) funcionam como factores depressores das defesas
imunitárias do hospedeiro, ao mesmo tempo que podem ser propícias à propagação de agentes
patogénicos entre os animais. São muitos os agentes patogénicos envolvidos na SRB, sendo aceite que
um agente inicial (um vírus) altera as defesas imunitárias do animal, criando condições propícias à
colonização do tracto respiratório inferior por bactérias (agentes secundários).
A Pneumonia Enzoótica dos Vitelos, as Pneumonias do Transporte,
infecções respiratórias provocadas por vírus (ParaInfluenza, Vírus Respiratório Sincial Bovino,
Herpesvírus Bovino, BVD) e pneumonias bacterianas podem fazer parte desta Síndroma Respiratória
Bovina.
Sinais Clínicos
Os sinais clínicos das infecções respiratórias virais incluem tosse,
febre, depressão, anorexia, descargas nasais e dispneia. À auscultação é possível ouvir sons
pulmonares alterados. As infecções bacterianas secundárias reconhecem-se por um segundo aumento na
temperatura corporal, tosse dolorosa, frequências respiratórias elevadas, boca aberta, depressão
severa, salivação, anorexia extrema. Há um decréscimo significativo na produção de leite, a
auscultação pulmonar revela-se muito alterada com sons húmidos ou crepitantes nas zonas mais
dorsais. A morte ocorre em poucos dias, especialmente se os animais não forem sujeitos a
tratamento. Nos casos mais severos pode ocorrer broncopneumonia.
Os animais tratados podem recuperar após tratamento, contudo acabam
por ter menores crescimentos e ganhos médios diários reduzidos. De salientar que nas infecções
virais não complicadas por bactérias, os animais recuperam ao fim de 4 a 7 dias.
Diagnóstico
Edema e enfisema pulmunar
A presença de descargas nasais, febre, tosse, sons pulmonares à
auscultação alterados e história pregressa dos animais (transporte, maneio, vacinação, desmame)
podem ajudar no estabelecimento de um diagnóstico. Zaragatoas nasais, lavagem transtraqueal ou
tecido pulmonar recolhido
post-mortem, exames serológicos e técnicas de imuno-fluorescência podem auxiliar no
isolamento dos agentes envolvidos.
Diagnóstico Diferencial
A Pneumonia Enzoótica dos Vitelos, as Pneumonias do Transporte,
Infecções respiratórias provocadas por vírus (ParaInfluenza, Vírus Respiratório Sincial Bovino,
Herpesvírus Bovino, BVD), Pneumonias Bacterianas, IBR, Contagiosa Bovina, Pneumonia Intersticial
Bovina.
Controlo e Prevenção
Os bovinos estabulados são mais susceptíveis à propagação de agentes,
devido à grande proximidade física entre si.
É recomendável adoptar um programa de vacinação e
assegurar:
- Vacinação dos vitelos até aos 6 meses de idade (principais agentes patogénicos do tracto respiratório bovino: IBR, PI-3, BRSV, Pasteurela, Hemophilus somnus e BVD, ou com base na história da exploração;
- Revacinar 4 semanas depois, ou segundo recomendações do fabricante da vacina;
- Vacinar os animais introduzidos na exlporação;
- Colocar os novos animais em quarentena antes de os juntar ao grupo;
- Optimizar condições de maneio e instalações;
- Assegurar que os animais foram vacinados, desparasitados e descornados pelo menos 3 semanas antes do transporte;
- Assegurar que os vitelos ingerem quantidades suficientes de colostro nos primeiros dias de vida (especialmente nas primeiras duas horas de vida).
- Assegurar uma boa higiene da exploração e um bom controlo de pragas (roedores, moscas) de forma a evitar a propagação mecânica dos vírus.
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