Piolhos
Haematopinus suis
Os ácaros da sarna (Sarcoptes scabiei var. suis) e o piolho
Haematopinus suis são os ectoparasitas dos suínos com maior incidência a nível mundial.
Ocasionalmente são reportados casos de
Demodex suis. Em países tropicais com explorações tipicamente extensivas, infestações de
carraças podem também ser significativas.
A introdução de ácaros e piolhos em explorações não infestadas dá-se
normalmente pela aquisição de animais infestados. A transmissão dentro da exploração faz-se por
contacto directo entre os suínos.
Os machos de cobrição desempenham um papel importante na cadeia de
transmissão. Tanto a sarna como a infestação por piolhos podem ser descritas como doenças
multifactoriais, onde a má nutrição, maneio inadequado, gestação e lactação favorecem a doença. Nos
sistemas de maneio e produção actuais, onde existe uma alta densidade de animais, os ectoparasitas
podem provocar perdas económicas substanciais e colocar em risco a proditividade da criação e
produção de suínos.
Biologia
O piolho dos suínos,
Haematopinus suis, mede cerca de
6 mm
de comprimento e vive na superfície da pele dos suínos. Os piolhos
encontram-se normalmente em locais onde a pele á sensível como seja garganta, zonas articulares e
dobras da pele. As patas dos piolhos estão equipadas com garras terminais para que se possam
agarrar aos pêlos dos hospedeiros. As fêmeas depositam diariamente
2 a
6 ovos de cor branca a amarelada, com aproximadamente
1 mm
de comprimento na base do pêlo, cobrindo-os com uma substância adesiva
e resistente à água.
12 a
18 dias depois, eclode a primeira fase larvar, completando-se o ciclo
de vida em
20 a
29 dias.
Sinais clínicos
Os piolhos dos suínos sugam sangue cerca de 6 vezes por dia,
alimentando-se em locais diferentes em cada refeição. As numerosas dentadas e o movimento dos
piolhos provocam prurido intenso. Na tentativa de se coçarem, os suínos podem provocar lesões na
pele. O prurido e a inquietação podem interferir com o consumo e conversão alimentar, o que conduz
a um crescimentos reduzidos e a uma menor produtividade.
Perdas Económicas
Infestações por piolhos provocam quebras de produção nas reprodutoras
e menores crescimentos nos leitões, nos machos e nas engordas. A perda se sangue e irritação em
infestações severas conduzem a reduções nos ganhos de peso que podem chegar a 50 g/animal/dia. Os
piolhos dos suínos são transmissores de uma série de agentes patogénicos (vírus, riquétsias e
bactérias) e danificam a pele dos suínos.


