Desmame

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O alimento sólido deverá ser oferecido antes do desmame.

A separação das mães dos leitões tem o nome de desmame. O desmame é necessário para que a fêmea volte a ovular e para que restaure as suas reservas corporais, voltando a reproduzir rapidamente. A alimentação dos leitões deixa de ser o leite materno e passa a ração sólida com altas concentrações energéticas. A maioria dos produtores realiza o desmame por volta das 3 ou 4 semanas.

Quanto mais jovens os leitões ao desmame, maiores os requisitos no que respeita o alojamento, a higiene e a nutrição.

O desmame representa uma mudança drástica na vida dos leitões. A adaptação a uma nova dieta, a um novo ambiente, novos membros do grupo e súbita ausência da porca significam muitas vezes ganhos de peso reduzidos depressão, agressividade, e susceptibilidade para doenças. A transição das maternidades para as baterias deve ser o mais suave possível, no sentido de minimizar o stress dos leitões.

De uma forma geral, leitões de diferentes mães são agrupados segundo a sua dimensão e transferidos para as baterias. No sentido de prevenir lutas entre leitões de diferentes mães, muitos produtores optam uniformizar os grupos de leitões uns dias antes do dia do desmame, o que permite uma adaptação mais suave dos animais ao grupo.

Idealmente, ao remover a porca, os animais deveriam ficar no mesmo espaço por alguns dias antes de ser transferidos para as baterias, por forma a que a adaptação à nova alimentação e ao novo grupo seja mais suave.

As baterias devem cumprir os requisitos de bem-estar animal. A temperatura não deverá ser inferior a 27ºC durante a 1ª semana e não devem existir poeiras no ar. Os animais com menos de 5kg ao desmame devem ser acompanhados de uma forma especial, uma vez que a sua capacidade de termorregulação é insuficiente para a sua sobrevivência. No que respeita o espaço físico e fonte de calor, é preferível utilizar o calor artificial ao superpovoamento de modo a alcançar um bom crescimento nos primeiros períodos de vida (dos 0,92 m 2 no início a 1,04 m 2 no final).

De salientar que a densidade animal excessiva nesta fase da vida tem um efeito negativo no crescimento e na estabilidade social.

Deve ser assegurada a limpeza das “grelhas” das baterias, dos comedouros e dos bebedouros. Deve ser verificado o bom funcionamento dos ventiladores e dos aquecedores, devendo ser planeado um vazio sanitário de pelo menos 7 dias entre a saída e a entrada de animais.

A temperatura deve ser ajustada à medida que os animais vão crescendo, reduzindo cerca de 2ºC por semana a partir da 1ª semana até um mínimo de 22ºC (ou 24ºC aos 24kg).

Apesar da popularidade das “grelhas” devido à sua fácil limpeza e desinfecção, as baterias com piso de cimento e camas de palha ou aparas de madeira podem ter algumas vantagens, nomeadamente a manutenção da temperatura corporal, a mastigação da palha o que acaba por distrair os animais diminuindo as lutas entre eles e a diminuição das lesões nas extremidades.

Os animais permanecem nas baterias até atingirem os 25 a 30 kg, momento em que são transferidos para as engordas, devendo ser prestada atenção à correcta limpeza e desinfecção das baterias.