Maternidades

1-maternidade-suinos
A ordem social foi estabelecida

Ao longo da segunda parte da gestação é notório o aumento de volume das glândulas mamárias das mães. Um ou dois dias antes da data prevista para o parto, o úbere torna-se duro e quente com a pele a adquirir um tom avermelhado.

O número médio de glândulas mamárias na porca é de 12. Os recém-nascidos aproximam-se instintivamente das glândulas mamárias, distribuídas por duas cadeias mamárias paralelas no ventre. Os leitões recém nascidos necessitam de mamar de 20 em 20 minutos, uma vez que as suas reservas energéticas são muito reduzidas. A ingestão de colostro é essencial nestas primeiras horas de vida para que os animais possam manter o seu equilíbrio energético, para que mantenham a sua temperatura corporal e para que adquiram os anticorpos maternais através do colostro. A organização social estabelece-se nos primeiros dois dias de vida dos leitões.


2-maternidade-suinos
É frequente os leitões mais fracos apresentarem sinais de desorientação.

A composição do leite das mães nos primeiros dias, colostro, tem uma composição distinta do leite da restante lactação. O colostro apresenta uma concentração superior em nutrientes, proteínas e anticorpos imprescindíveis para a sobrevivência dos leitões até que consigam atingir um sistema imunitário competente e reservas energéticas suficientes.

3-maternidade-suinos
Animais fortes e curiosos

As maternidades onde são colocados os leitões recém nascidos e as mães necessitam de características especiais. É necessário que a porca se sinta confortável, com uma temperatura de 22ºC e que os leitões possam ser aquecidos, e ao mesmo tempo devem garantir que os leitões não são esmagados ou feridos pelas mães.

Lâmpadas movíveis devem manter a temperatura dos leitões nos 32ºC durante os seus primeiros dias de vida e deve existir sempre água à disposição. A produção de leite é metabólicamente muito exigente para a porca. Por esse motivo deve ser administrada ração específica e ad-libitum nesta altura. Se a ingestão alimentar não for suficiente para a produção de leite, ela vai mobilizar todas as suas reservas corporais para a produção de leite, provocando uma perda de massa corporal. Esta perda de peso vai motivar um atraso no retorno ao cio do animal após o parto e a consequente redução da produtividade da exploração.